Biogás e crédito de carbono: o que o setor produtivo precisa entender agora para não perder oportunidades

A agenda global de descarbonização está mudando a forma como indústrias do agronegócio, alimentos, saneamento e energia pensam seus processos. Nesse contexto, o biogás se consolida como uma solução estratégica, não só pela geração de energia renovável, mas também pelo potencial de gerar créditos de carbono negociáveis.

Neste artigo, explicamos como essa oportunidade funciona, o que ainda falta para o Brasil avançar, e como o setor produtivo pode se posicionar agora para não ficar para trás.

O que são créditos de carbono?

Créditos de carbono são certificados emitidos quando uma empresa reduz ou deixa de emitir gases de efeito estufa. Cada crédito equivale a 1 tonelada de CO₂ que deixou de ser lançada na atmosfera. Eles podem ser usados para compensar emissões ou vendidos no mercado voluntário ou regulado.

Onde o biogás entra nessa equação?

A produção de biogás a partir de resíduos orgânicos evita o uso de combustíveis fósseis e reduz emissões de metano, gás de alto potencial poluente. Isso posiciona o biogás como uma fonte limpa com duplo impacto ambiental positivo, apta à geração de créditos de carbono.

Entre as principais rotas de valorização ambiental do biogás, estão:

  • Substituição de diesel em caldeiras e tratores;
  • Injeção de biometano na rede de gás natural;
  • Geração de energia elétrica renovável;
  • Fertirrigação com digestato, reduzindo fertilizantes sintéticos.

O que o setor produtivo precisa considerar agora?

1. Rastreabilidade e mensuração

Sem dados confiáveis, não há crédito. É preciso estruturar medições técnicas (volume de CH₄ captado, substituições energéticas, balanço de carbono) e garantir rastreabilidade do processo.

2. Parcerias técnicas

Projetos de biogás devem considerar empresas parceiras especializadas em medições, certificações e estruturação de ativos ambientais.

3. Validação econômica

Antes de investir em grande escala, muitas empresas usam reatores de bancada para simular cenários reais e validar a viabilidade técnica e financeira de cada planta.

Por que agir agora?

O mercado global de carbono está amadurecendo. Países europeus já adotam o CBAM (Carbon Border Adjustment Mechanism), e empresas que exportam para lá precisarão comprovar esforços ambientais. Quem sair na frente na geração de créditos pode monetizar resíduos e ganhar competitividade.

O biogás não é apenas uma fonte energética. É um passaporte para uma nova economia de baixo carbono. Empresas que entenderem e estruturarem seus projetos agora terão vantagem competitiva, ambiental, econômica e estratégica.

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