A indústria alimentícia é uma das maiores consumidoras de energia e, ao mesmo tempo, uma das que mais geram resíduos orgânicos. Essa combinação abre espaço para uma solução cada vez mais estratégica: o uso do biogás.
Além de reduzir custos operacionais, o biogás contribui para a sustentabilidade ambiental e fortalece a competitividade do setor no Brasil e no mercado internacional.
O que é biogás e por que ele é relevante para a indústria alimentícia?
O biogás é produzido a partir da digestão anaeróbica de resíduos orgânicos, como restos de alimentos, subprodutos de processamento, lodos e efluentes industriais.
Na indústria alimentícia, esses resíduos são abundantes: cascas, bagaços, águas residuais de abatedouros, laticínios, frigoríficos e fábricas de bebidas. Em vez de serem descartados como passivo ambiental, podem ser transformados em:
- Energia térmica: para aquecimento de caldeiras, pasteurização, secagem e esterilização;
- Energia elétrica: alimentando linhas de produção e sistemas auxiliares;
- Biometano: combustível para frotas de transporte interno e distribuição.
Redução de custos com energia e resíduos
O custo com energia elétrica e térmica é um dos mais significativos para indústrias de alimentos e bebidas. A substituição parcial ou total por biogás gera:
- Autossuficiência energética: menor dependência da rede elétrica ou combustíveis fósseis;
- Aproveitamento de resíduos: redução dos custos de destinação e tratamento de efluentes;
- Menor exposição a variações tarifárias: previsibilidade no planejamento financeiro.
Estudos de casos em laticínios e frigoríficos mostram reduções de até 30% nos custos energéticos quando o biogás é integrado ao processo produtivo.
Sustentabilidade e atendimento a requisitos ESG
Além da economia, o biogás fortalece a agenda de ESG (Environmental, Social and Governance).
- Ambiental: redução de emissões de metano e CO₂, mitigando gases de efeito estufa;
- Social: geração de empregos em plantas de biogás e fortalecimento da economia circular;
- Governança: conformidade com normas ambientais e acesso facilitado a linhas de financiamento verdes.
Para empresas exportadoras, adotar biogás pode ser o diferencial para atender a exigências de mercados como União Europeia e América do Norte, cada vez mais rigorosos com a pegada de carbono da cadeia de produção.
Tecnologias aplicadas à indústria alimentícia
A implementação do biogás depende de tecnologias adequadas a cada setor:
- Reatores anaeróbicos: adaptados para resíduos líquidos (efluentes) ou sólidos (subprodutos);
- Sistemas de purificação (upgrading): para transformar o biogás em biometano de alta pureza;
- Caldeiras e motogeradores: que utilizam o biogás diretamente como combustível;
- Automação e monitoramento IoT: para otimizar a produção e garantir estabilidade operacional.
Empresas que investem em digitalização do processo conseguem prever variações, aumentar a eficiência energética e reduzir o tempo de retorno sobre o investimento (payback).
Retorno do investimento (ROI) e competitividade
O ROI em projetos de biogás na indústria alimentícia costuma variar entre 3 e 7 anos, dependendo do porte da planta e do nível de aproveitamento dos resíduos.
O retorno vem de três frentes:
- Redução da conta de energia;
- Economia na gestão de resíduos e efluentes;
- Possibilidade de vender excedente de energia ou biometano.
Ao mesmo tempo, a empresa ganha vantagem competitiva por atender critérios ambientais e de economia circular.
O uso do biogás na indústria alimentícia é uma estratégia de sustentabilidade e redução de custos. Empresas que adotam essa solução transformam resíduos em valor, reduzem seu impacto ambiental e fortalecem sua posição no mercado.
Na M Lima Biogás, desenvolvemos reatores e soluções de instrumentação que apoiam indústrias e centros de pesquisa a extrair o máximo potencial do biogás.
